viernes, 21 de septiembre de 2012

Imagens celestes

A imagem de uma galáxia em forma de espiral, extremamente detalhada, foi a grande vencedora da competição Fotógrafo de Astronomia do Ano, promovida pelo Observatório Real britânico de Greenwich, em Londres.
Essa foi a segunda vez que o autor da foto, Martin Pugh, foi selecionado pelos jurados do concurso, que incluem o célebre astrônomo britânico Patrick Moore.
Além de um cheque de 1,5 mil libras esterlinas (quase R$ 5 mil), ele garantiu posição de destaque na mostra dos vencedores do concurso do Observatório Real, aberta nesta quinta-feira.
Em 2012, ano em que a transição de Vênus entre a Terra e o Sol foi o grande destaque da astronomia mundial, duas fotos foram selecionadas sobre o tema.
Em uma delas, do fotógrafo Paul Haese, é possível ter-se uma noção da enorme dimensão do Sol em relação a Vênus - que é praticamente do tamanho da Terra.
Outro destaque da mostra deste ano do Observatório Real é a impressionante foto de um menino de 13 anos, o americano Thomas Sullivan, que compôs uma imagem da Via Láctea usando como pano de fundo um cenário desértico da Califórnia.
A Aurora Boreal do Hemisfério Norte foi também um dos temas escolhidos e aparece em diferentes imagens premiadas.
A competição Fotógrafo de Astronomia do Ano já está no seu quarto ano e é promovida pelo Observatório Real em cooperação com a revista Sky at Night.
A mostra do Observatório Real de Greenwich é gratuita fica aberta até o dia 5 de fevereiro de 2013, na sede da organização, em Greenwich, bairro da região sudeste de Londres.


O fotógrafo Martin Pugh, que mora na Austrália, ganhou pela segunda vez o prêmio principal da competição de fotografia astronômica do Observatório Real britânico. A obra, que mostra a Galáxia do Rodamoinho (M51) em detalhes, será exposta no Observatório Real, em Greenwich, Londres, a partir de 20 de setembro.


Na categoria "fotografia jovem", o adolescente Laurent V. Joli-Coeur, de 15 anos, montou este belo mosaico da superfície lunar a partir de diversas imagens de alta resolução tiradas durante o dia. O tom azulado é o reflexo da luz azul da atmosfera terrestre.


O norueguês Arild Heitmann ficou com a segunda colocação na categoria "Terra e Espaço" por sua imagem Mundo Verde. A aurora boreal, aqui fotografada em Nordland Fylke, na Noruega, é provocada por mudanças no campo magnético terrestre.


Na categoria "Melhor estreante", o vencedor foi o húngaro Lóránd Fényes, que capturou a Nebulosa Tromba do Elefante. A foto mostra uma das pontas curvada em volta da radiação produzida por novas estrelas. A imagem foi considerada muito difícil e detalhista.


Essa sequência de fotografias de Marte, ao longo do mês de março de 2012, garantiu a Damian Peach, da Grã-Bretanha, o segundo prêmio na categoria "Nosso Sistema Solar". É possível ver o polo norte congelado e vários detalhes do solo marciano.


Nesta imagem de Rogelio Bernal Andreo, dos Estados Unidos, pode-se ver os escombros da supernova Simeis 147 se espalhando pelo espaço, 40 mil anos depois de sua explosão. A foto ficou com o segundo lugar na categoria "Espaço Profundo".


Estes incríveis detalhes da Lua foram capturados pelo adolescente Jacob Marchio. Na parte inferior da foto, o jovem astrofotógrafo mostrou a linha que separa as partes do dia e da noite na Lua.


O indiano Jathin Premjith, de 15 anos, capturou a sua Chuva Celestial mostrando não apenas a beleza da Aurora Boreal nas proximidades do Círculo Polar Ártico, como a constelação de Orion, entre outros detalhes do céu.


Uma excursão do turco Tunç Tezel às montanhas do Parque Nacional de Uludag, perto de Bursa, rendeu esta bela imagem da Via Láctea. Debaixo do céu majestoso, brilham cidades e povoados da região.


Na categoria Terra e Espaço, o vencedor foi Masahiro Miyasaka, que capturou as constelações de Orion, Touro e Plêiades nesta foto tirada de Nagano, no Japão. Em primeiro plano, a bela paisagem congelada compõe a cena com as estrelas azuis ao fundo.


Esta imagem de longa exposição de Michael A. Rosinski, dos Estados Unidos, contrasta os arcos formados pelas estrelas com o caótico voo de vagalumes, mais abaixo. A foto foi tirada em Michigan e mostra de uma só vez a luz das estrelas, da cidade e de vagalumes.


Selecionado duas vezes para a categoria "Espaço Profundo", nesta imagem, o fotógrafo Robert Franke, dos Estados Unidos, capturou a constelação de Perseu, a quase 250 milhões de anos-luz da Terra. Cada mancha iluminada desta foto contém milhões ou bilhões de estrelas.


Na categoria Nosso Sistema Solar, o vencedor foi o britânico Chris Warren, com esta imagem de Vênus, que passou entre o Sol e a Terra. O evento foi considerado o mais importante do ano pelos astrônomos, já que a próxima passagem será em dezembro de 2117. O pequeno disco escuro no Sol, no alto à direita, é Vênus.


O australiano Paul Haese também capturou a passagem de Vênus entre o Sol e a Terra. O planeta é o minúsculo disco escuro que aparece no quarto superior direito da foto. A imagem também dá ideia da dimensão do Sol, já que a Terra é praticamente do tamanho de Vênus.


Com apenas 13 anos, o americano Thomas Sullivan compôs esta imagem da Via Láctea como pano de fundo do cenário desértico da Califórnia. A árvore em primeiro plano tem mais de 4 mil anos. A foto ganhou menção honrosa na categoria Fotógrafos Jovens.

Fonte: BBC Brasil 
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